Soneto de Vanguarda

Não estou velho apenas sou centenário
vivi para ver duas tristes guerras,
também à presidência um operário
e ainda vejo disputas por terras.

O velho manto se projeta em mim
meu corpo já não se apetece mais
continuo sorrindo mesmo assim
só poder andar já me satisfaz.

Faço graça nas cores dos remédios
se descanso procuro as sombras frescas
mesmo que não de árvores e sim prédios.

Em parte está feita a nossa parcela
Creiamos na inocência de outras épocas
Não importa se do asfalto ou da favela.


 

06/04

Histórico:

 

Um soneto tentando representar algum senhor em nosso país.

 

RS