Soneto à Vontade

Sob o som da malandragem acústica
escutei a perfeição da sua lira,
conseqüente de mera pantomima,
teu riso, prova de Deus, real, única.

Num pedaço de madeira contido
hoje carrego teu nome comigo
mesmo não precisando, pois consigo,
em pensamentos sempre estar contigo

Não quero te conquistar numa frase,
quero poder te mostrar o que é amar
pela vida inteira e não só essa fase

Não sei se fará o jocoso destino
neste poema pousar os teus olhos.
Até lá, não será meu amigo o sono.


 

08/03

Histórico:

 

Eu queria mais. Ela nunca soube. Ficam os versos.

 

RS